COMO FUNCIONA A RECICLAGEM DE COMPUTADORES?

sexta-feira, 3 de julho de 2009


A princípio, todos os componentes do microcomputador e do monitor podem ser reciclados. Até mesmo as substâncias tóxicas, como o chumbo, são reaproveitadas na confecção de novos produtos, como pigmentos e pisos cerâmicos. Porém, no Brasil, ainda é muito difícil conseguir reciclar um aparelho inteiro. O que acontece é que, em geral, as empresas são especializadas na reutilização de apenas um tipo de material, como placas, plástico ou metais. Assim, quando uma máquina chega a esses lugares, o que interessa é aproveitado e o restante tem destinação incerta.
É por isso que a USP está implantando o primeiro centro público de reciclagem de lixo eletrônico, que deve entrar em funcionamento em agosto de 2009. Lá, a equipe vai fazer a separação dos materiais e destiná-los para as empresas especializadas, fazendo com que nada seja descartado.
No Brasil, a questão da destinação de aparelhos elétricos começou a ser discutida só agora, com um projeto de lei aprovado na Assembléia Legislativa de São Paulo e que prevê que os fabricantes, importadores e comerciantes sejam responsáveis por recolher e destinar o lixo eletrônico.
Mas isso não resolve o problema, já que tratam apenas de computadores, monitores e produtos magnetizados. Sistemas de rede e parques de telefonia ficaram de fora. Para um computador ser considerado verde, ele precisa ter um sistema de economia de energia, ser produzido dentro de padrões de gestão ambiental e não ter chumbo em sua composição. No Brasil, algumas marcas já oferecem essa opção, mas o mercado ainda é muito pequeno.

Fonte: http:www.licenciamentoambierntal.eng.br/tag/reciclagem
Acessado em 01/07/09 pesquisado Antônio Santos Ramos

Política Nacional de Resíduos Sólidos: subemenda substitutiva de Plenário ao Projeto de Lei no. 203, de 1991



O projeto define claramente a atribuição de responsabilidade de coleta, reciclagem e deposição adequada dos resíduos eletroeletrônicos aos respectivos produtores, importadores, distribuidores e comerciantes. Abaixo encontra-se o trecho da lei que trata dessa questão:
Art. 33. Estão obrigados a estruturar e implementar sistema de logística reversa, mediante retorno dos produtos e embalagens após o uso pelo consumidor, de forma independente do serviço público de limpeza urbana e manejo dos resíduos sólidos, os fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes de:
I – agrotóxicos e outros produtos cuja embalagem, após o uso, constitua resíduo perigoso, observadas as regras de gerenciamento de resíduos perigosos previstas em lei ou regulamento, em normas estabelecidas pelos órgãos do Sisnama, do SNVS e do Suasa, ou em normas técnicas;
II – pilhas e baterias;
III – lâmpadas fluorescentes, de vapor de sódio e mercúrio e de luz mista;
IV – pneus;
V – produtos eletroeletrônicos e seus componentes.

LIXO ELETRÔNICO - Sucata democrática




Antes de pensar em jogar fora seus dejetos eletrônicos, conheça algumas situações onde eles ainda podem ser úteis

Muitos já ouviram falar de termos como spam ou lixo eletrônico, aquele com propagandas, correntes e malas diretas virtuais que são suficientes para causar alguma irritação e junto com a chateação vem um vírus embutido no e-mail. Mas existe um outro tipo de lixo com a evolução tecnológica de computadores e telefones celulares, e que pode trazer danos mais sérios que um e-mail indesejável. É a sucata eletrônica, formada pelos restos de máquinas obsoletas. E não é uma sucata qualquer: os componentes de um computador têm vários elementos químicos que podem causar sérios danos ambientais, além de metais preciosos, que podem (e devem) ser reaproveitados.
Em Fortaleza, é possível reaproveitar parte dos dejetos tecnológicos. Equipamentos ultrapassados podem ser a porta de acesso de muitos ao mundo da informática, além de fonte de lucro para sucateiros. Para quem quer se livrar do entulho e até ganhar algum dinheiro, existem compradores de peças velhas de micros nos anúncios classificados. O CDI - Comitê para a Democratização da Informática, por exemplo, é uma que recebe doações de máquinas velhas para montagem de escolas de informática.
O lixo da revolução informática é reciclado em condições perigosas para a saúde humana e o meio ambiente.

Como no caso da promessa do uso pacífico do átomo, a esperança inicial era de que a revolução dos computadores acabasse com uma das pragas da primeira revolução industrial ao eliminar o problema dos rios e paisagens contaminadas pelo lixo produzido pelas fábricas. Mas esta revolução informática, apoiada por uma indústria silenciosa e limpa impulsionada por chips de silício, tem seu lado obscuro. O lixo eletrônico constitui o problema de coleta de resíduos de maior crescimento no mundo. Além disso, qualquer eletrônico é por definição um objeto recheado de conhecimento aplicado, e muitas vezes descartá-lo é desperdiçar esse conhecimento.No âmbito da produção e do consumo, existem algumas medidas que se pode tomar para amenizar a situação.


fonte http://lixoeletronico.org/ eletrônicos, http://www.fiec.org.br/artigos/competitividade/lixo_eletronico.htm, http://www.tierramerica.net/2005/0402/pgrandesplumas.shtml.%20acessado%2001/07/2009, pesquisado por alliny

Por Redação do IDG Now, A Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo aprovou nesta terça-feira (09/06) o Projeto de Lei 33/2008, que estabelece normas e procedimentos para reciclagem e gerenciamento do lixo eletrônico. O projeto é de autoria do deputado estadual Paulo Alexandre Barbosa (PSDB), na prática, obriga as empresas que fabricam, importam ou vendem produtos eletrônicos a reciclar ou reutilizar os produtos que vendem. Caso não seja possível reciclar o produto, as empresas devem se responsabilizar pela neutralização do lixo eletrônico, de modo que ele não cause prejuízos ao ambiente. Se as empresas responsáveis não cumprirem a lei, elas ficarão sujeitas, as simples advertências até multas diárias de 14 mil reais. Rótulos

Além dos procedimentos para reciclagem, gerenciamento e destinação final do lixo tecnológico, o projeto estabelece que as embalagens ou os rótulos dos equipamentos eletrônicos devem ter informações claras sobre os riscos do produto, como a existência de metais pesados ou substâncias tóxicas na composição do material fabricado. Os rótulos deverão ainda conter o endereço e o telefone dos postos de entrega do lixo tecnológico. A estimativa é que, apenas em 2008, mais de 30 milhões de telefones celulares foram descartados no Brasil.
O projeto depende da sanção do governador José Serra, o que deverá acontecer dentro de 30 dias.

Fonte:
http://idgnow.uol.com.br/mercado/2009/06/09/assembleia-aprova-lei-que-regulamenta-lixo-eletronico-em-sp/ , http://dinheiro.br.msn.com/financaspessoais/noticia.aspx?cp-documentid=20450041, acessados em: 01/07/2009, pesquisado por Amanda